Nº 2

(s.f.)

É o estado de prazer na profunda tristeza, evocado pela lembrança de algo que já passou. É o tato das lembranças de um amigo que partiu. Refere-se à ausência de alguém que costumava dizer que voltaria, com quem você cruzou na rua, sem suspeitar que aquele encontro seria o último. O cheiro familiar que ele carregava e as melodias que cantarolava, embora desconhecidas em nome, ainda ecoam em outras músicas. O pedaço do tempo que ele leva consigo deixa um vazio, mas em sua lacuna, brota uma saudade profunda, em sentimento tangível, permitindo-nos saborear as recordações daquilo que já ou nunca aconteceu.

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